Estamos procurando vida alienígena nos lugares errados?

04/02/2014 17:58
 

 

A Terra pode ser um lugar agradável e acolhedor para a vida como a conhecemos evoluir, mas pode não ser realmente o melhor lugar para a vida prosperar. Na verdade, a Terra pode ser um dos exemplos mais extremos de um mundo “habitável”, onde a vida teve sorte de sobreviver e evoluir.

Estamos procurando vida alienígena nos lugares errados?

A busca pela vida extraterrestre está repleta de incertezas. Diante de um universo aparentemente infinito e uma suposição de que a vida fora do nosso planeta é uma inevitabilidade, nos concentramos em cantos e recantos que têm ambientes habitáveis ​​semelhantes à Terra e exoplanetas que orbitam estrelas que se assemelham ao Sol. Mas encontrar esses lugares especiais dá no mesmo que procurar uma agulha em um grande palheiro.

“A Terra apenas raspa a borda interna da zona habitável do sistema solar – a área em que as temperaturas permitem que planetas rochosos tenham água na superfície”, disse René Heller, da Universidade McMaster, em Ontário, Canadá. “Então, a partir dessa perspectiva, a Terra é apenas marginalmente habitável. Isso nos levou a perguntar: poderia existir um ambiente mais hospitaleiro para a vida em planetas terrestres?”

Olhando para a história do nosso planeta, pode parecer surpreendente que a vida tenha prosperado. Entre impactos mortais de asteróides, bombardeamentos de cometas, intensa atividade vulcânica, eras glaciais intensas e atmosferas venenosas, como a vida se formou e evoluiu? Talvez a vida tenha realmente tido sorte de ter encontrado o seu caminho em um lugar tão inóspito.

Heller e seu colega John Armstrong pensam que podemos estar procurando por vida em lugares errados, e sugerem que não devemos procurar “segundas Terras”, mas uma classe especial de planetas “superhabitáveis”.

Algumas das características de planetas superhabitáveis – tais como a necessidade de um campo magnético global para proteger a vida de partículas do vento solar ionizante – soam muito familiares. Mas Heller e Armstrong destacam a necessidade de um “termostato” global mais eficiente que evitaria eras glaciais. Além disso, um planeta mais massivo com oceanos mais rasos pode ser uma solução mais habitável.

Em sua pesquisa, eles destacam a estrela Alpha Centauri B como um candidato ideal que poderia abrigar um mundo superhabitável. Ligeiramente menor do que o nosso Sol, Alpha Centauri B seria capaz de incubar as formas de vida em um mundo superhabitável hipotético por muito mais tempo, devido à sua maior longevidade. “Uma estrela-mãe menor tem uma vida útil bem maior (quanto mais massiva uma estrela é, mais rápido ela morre), o que representa muito mais tempo para que ecossistemas floresçam”, Heller disse à New Scientist.

 Em suma, o novo estudo afirma que estamos procurando cegamente mundos o mais próximos possível da Terra, enquanto podem existir mundos com características diferentes e mais habitáveis.

Fonte: Mistérios do Mundo

https://misteriosdomundo.com/estamos-procurando-vida-alienigena-nos-lugares-errados